segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O poder das máquinas


Neste momento estou desempregada mas, trabalhei durante vinte anos na Yazaki.
Esta empresa sempre incentivou os colaboradores a evoluírem, tanto a nível pessoal, como a nível intelectual e, para isso, sempre incluiu no processo de crescimento dos seus trabalhadores várias formações internas.
Há nesta empresa, a área de recepção e armazenagem, que estão interligadas. A recepção tem como função descarregar todo o material proveniente dos fornecedores. Essa descarga pode ser manual, através de porta-paletes manuais, eléctricos ou também de empilhador, conforme o peso e a quantidade do mesmo. Seguidamente faz-se a verificação da carga, averiguando se corresponde à descrita nas facturas. Procede-se então ao registo das mesmas e à sua entrada no sistema informático com os códigos correspondentes. Faz-se uma conferência rigorosa de cada componente e respectivas quantidades e entretanto prepara-se todo o material para arrumação no respectivo armazém.
O armazém conta com várias áreas específicas, está tudo agrupado por famílias. Os terminais tem uma área específica, os fios outra, as fitas isoladoras, os materiais diversos e os conectores cada um com a sua
.

Todos os materiais são arrumados seguindo normas muito exigentes. No método de arrumação tem que se seguir a regra "FIRST IN, FIRST OUT", ou seja , arrumam-se todos os materiais respeitando os lotes de chegada e fornecem-se os mesmos também por ordem de chegada.
O último processo corresponde ao fornecimento do material previamente requisitado pela produção, fazendo-se a leitura do mesmo através do código de barras, diminuindo assim automaticamente o stock no sistema.
Assim sendo, as novas exigências para a actividade da logística passa pelo maior controle e identificação de oportunidades, de redução de custos, redução nos prazos de entrega e um aumento de qualidade, no cumprimento do prazo, disponibilidade constante das peças, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos, inovação tecnológica.
Para isso a empresa sempre se disponibilizou para pôr ao nosso alcance todo o tipo de máquinas capazes de fazer frente à competitividade existente no mercado, o que fazia com que nós trabalhássemos mais rápido e eficientemente.
A empresa optou por máquinas eléctricas, porque são amigas do ambiente, não produzem gases de escape, o que vai permitir não haver poluição do ar e são mais económicas, uma vez que elas são utilizadas durante oito horas seguidas.
Nós tínhamos ao nosso dispor diversos tipos de máquinas:

  • Empilhador»» Tem por finalidade o transporte ou elevação de cargas;



  • Máquina trilateral»» Consiste no poder de arrumar ou fornecer materiais num corredor estreito, porque tem um mecanismo que faz o deslocamento dos garfos a 180º;
  • Order picker de baixo nível»» Permite transportar e arrumar todos os tipos de materiais até uma altura de dois metros;

  • Order picker de elevação média»» Esta máquina tem um poder de elevação até os quatro metros de altura, o que nos permitia arrumar todo o material que ficasse acima dos dois metros;

  • Porta-paletes manual»» Facilita o transporte e a movimentação de materiais assim como o seu armazenamento ao nível do solo;

  • Porta-paletes eléctrico»» Permite proceder à movimentação de materiais, assim como o seu armazenamento ao nível do solo, sem que para tal necessitássemos de o puxar.


REGRAS DE UTILIZAÇÃO


No dia-a-dia, antes de começarmos a trabalhar éramos obrigados a seguir algumas regras no que diz respeito às máquinas. Havia uma folha de registo de avaria com os itens que deveríamos seguir, a qual estava colada na respectiva máquina e era substituída mensalmente.

O Porta-Paletes Manual era o único que fugia à regra porque, dada a simplicidade do seu mecanismo, não necessitava de verificação diária. Só de vez em quando é que devíamos certificar se as rodas dianteiras e as traseiras, o manípulo que permite a subida e descida e os garfos estavam nas perfeitas condições de funcionamento.

Em relação ao uso deste equipamento, não o devería utilizar para fazer "skate", mas sim para transportar mercadoria.

O Porta-Paletes Eléctrico era um pouco mais complexo. Como era eléctrico, devíamos verificar se a bateria estava a carregar, se as luzes de indicador desta estavam acesas, se a buzina e os botões que permitiam a subida e descida estavam a funcionar.

O uso que lhe dávamos era transportar mercadorias e não pessoas.

Em relação à Order Picker De Baixo Nível ao efectuarmos a verificação, já tínhamos que dar uma série de passos, que não dávamos no anterior.
A primeira coisa a fazer era desligar a máquina da corrente e, seguidamente, verificar se a bateria tinha água, acrescentando se fosse necessário. Depois disto dáva-se uma série de passos necessários para a verificação final, tais como: examinava se o mostrador da bateria, a buzina, a alavanca da subida e descida, o botão que fazia contacto à máquina, o guiador, o pedal de contacto do pé, o botão de emergência, a roda que faz accionar a máquina e as rodas traseiras e dianteiras, estavam em perfeitas condições para se operar com ela.


Esta máquina foi concebida para um só trabalhador, por isso mesmo só um é que podia permanecer nela, logo, não podíamos transportar ninguém ao longo do percurso e, quando estávamos a trabalhar com a máquina elevada, tínhamos de ter cuidado para não cair.

Na Order Piker De Elevação Média, desligávamos a bateria da corrente, acrescentando água, se necessário. Depois verificávamos uma série de elementos, tais como: as protecções laterais (muito importante), o indicador de bateria, os botões que fazem accionar a máquina, a alavanca de marcha atrás, o botão de emergência, a buzina, o pedal que faz accionar a máquina com o pé, o botão da subida e descida da cabine, os botões que permitiam a subida e descida dos garfos, isto para ver se estavam a funcinar nas devidas condições.


Nesta máquina eram permitidas duas pessoas, se o trabalho assim o exigisse e, quando estávamos em plena actividade, com a máquina elevada não deveríamos abrir as protecções laterais, embora de vez em quando para chegarmos a algum material as abríssemos, mas com redobrados cuidados.

Antes de utilizar o Empilhador, desligava-se a bateria da corrente e acrescentava-se água se, necessário. Começávamos por verificar o sistema elevador, tejadilho protector do condutor, assento do condutor, tampa de cobertura, contrapeso, eixo motriz e o directriz, os garfos, estrutura de condutor com painel, cilindro de elevação, estado dos pneus,estado da corrente do sistema de elevação, a buzina, as luzes, o hidráulico, o travão de mão e pé, o pedal que faz accionar a máquina, o painel das luzes da bateria, se estavam nas perfeitas condições de trabalho.


Não era permitido transportar pessoas em nenhum sitio da máquina. Devíamos circular com precaução e respeitar as regras de trânsito, mantendo o perfeito domínio da máquina. Devíamos fazer as curvas devagar, buzinar em todas as situações em que não tivéssemos visibilidade.

Não devíamos fazer habilidades com esta, mudanças de direcção e travagens bruscas. Quando circulávamos com o empilhador vazio devíamos fazê-lo com os garfos somente levantados 15 a 20 cm do chão e, se a visão frontal estivesse obstruída com alguma palete, devíamos circular de marcha atrás.


Na Máquina trilateral procedíamos da mesma forma da máquina anterior. A única coisa que esta máquina tem de diferente é que devíamos averiguar os garfos e a ponte, isto é, se estes se deslocavam para a esquerda e a direita e se a ponte fazia o deslocamento dos garfos a 180º.